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A Chama que nos guia

Você já viveu momentos nos quais teve que tomar uma grande decisão, a qual mudaria o rumo de sua vida?

E quantos desses momentos, foi em busca de uma validação externa para legitimar a chama que estava acendendo dentro de você?


Eu já busquei essa validação inúmeras vezes, mas na maioria delas, experimentei um incoerência com o que eu realmente sentia.


"A escolha - a escolha consciente - é uma capacidade especificamente humana (...). Permitir que outros façam nossas escolhas por nós, já é, em si, uma escolha." Joy Mills


Esta reflexão é para que possamos parar um momento para pensar sobre as nossas mudanças de rumo na vida. Aquelas grandes, que trazem à tona a sensação de insegurança, de medo, de instabilidade, pois iremos enfrentar o desconhecido, os mares nunca dantes navegados. Você já parou para ouvir os seus medos? O que eles estão querendo lhe dizer?


A primeira reação que temos é ir em busca de alguém que valide aquilo que vai dentro e que não compreendemos muito bem. Esse é o primeiro convite para o autoconhecimento surgindo, os medos podem ser pequenos avisos para que você conheça o que vai no seu interior. Porém, ao buscar por pessoas que nos entendam, muitas vezes damos com a "cara na porta", talvez ouvindo algumas "verdades" duras demais e que nos leva à experimentar a frustração. E nesse local, invalidamos toda aquela chama, que aos poucos vai perdendo o seu clarão.

Pode ser que muitos sonhos morram ali, nesse momento e deixem de brilhar dentro de você. Porém o outro só fala da realidade que viveu e tampouco chegará no entendimento do que realmente importa para você. E quando o outro oferece conselhos, é com a mais bela das intenções! Não é de um lugar ruim, mas um lugar que ele conheceu. Pode ser que muitas vezes esses conselhos lhe sirvam, e através deles você irá construindo seu próprio caminhar e a essas pessoas retribuímos em gratidão.


O ponto de atenção é para que não deixe cessar essa luz que te brilhou os olhos ao experimentar uma primeira frustração.


Permita-se guiar pela sua chama e, para de fato entendê-la, é necessário acessar o autoconhecimento. Busque saber de si mesmo, por livros, informações, pessoas, terapeutas que te levem a esse lugar, não importa a fonte. A partir do momento, no qual você sabe como irá reagir, e, no qual tem propriedade do que importa para você, suas decisões serão cada vez mais fáceis, pois isso permite que você se programe, no seu tempo, para elas.

Não quer dizer que não poderá haver desafios, sim, a vida é movimento, é impermanente. Mas os desafios serão transpostos com leveza, pois a chama ainda está acesa dentro de ti, guiando-te para onde faz o seu ser experimentar o sentimento de realização. Ficará mais claro traçar os objetivos de vida, baseados naquilo que traz coerência para o que você sente.


Acontece que em alguns momentos o mundo externo traz uma profunda tristeza, o que faz que desistamos dos sonhos por um determinado momento. Vivemos aqui nesta Terra, neste país, nessa nação e o mundo externo também faz parte. Esse é o momento de silenciar o que ele diz e ouvir o que você conta para si mesmo. E eu te conto, que é nesse lugar aí que você verá que muitas crenças que possui acerca de si, as quais não foi você quem criou, você simplesmente aceitou. Então, meu recado é parar de ouvir críticas construtivas de quem nunca construiu nada com você. Na maioria das vezes esse caminhar é feito sozinho, mas não precisa ser solitário, pois ele nunca cessa. É válido, importante e legítimo ouvir o outro, mas também não se ignore! Você tem algo que outros não entenderão e vice-versa.

Começar a confiar em si é dar o primeiro passo de fé. Ter fé, é acreditar em você mesmo e neste sentir, você encontra a segurança de que tanto precisava e assume a sua responsabilidade perante suas escolhas. Você se torna capaz de resolver cada situação que virá, porque simplesmente sabe agora, o que você mesmo escolheu e está disposto a responder às suas novas ações. Nisto você cria habilidades para se planejar, conforme seus próprios limites e entende o seu tempo em cada uma de suas vivências.


O convite aqui não é para "chutar o balde", mas para que avalie o quanto você é capaz de sustentar a chama acesa dentro de você, assumindo com leveza esse lugar de autodesenvolvimento.



Clique no player abaixo e escute sobre essa reflexão no formato de podcast:





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