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Fragmentos de uma verdade ideológica

O quanto ainda nos cercamos de dogmas? Ao quê estamos querendo nos agarrar? Já se perguntou como funciona o seu mecanismo de fé?

"Não há religião maior que a verdade." Helena Petrovna Blavatsky

Nosso eu superior é completamente omnisciente, pois somos a chama divina.

Liberte-se das cadeias de seu ego, que te prende a cada dia dentro de cercas mentais, adestrado, domado e doutrinado. Permita-se e ascenda para a verdadeira luz de si mesmo, reconhecendo em você essa natureza.


A transformação radical do meio, a qual ansiamos, se inicia por meio da autoconsciência. Como muitas das reflexões de Carl G Jung: É como chegar à realidade, por trás da realidade. Além disso ele ainda menciona que em questões religiosas, não é possível entender o que não foi interiormente experimentado. (recomendo a leitura do texto "A jornada do Sábio e do Tolo")

A ótica dogmática nos restringe de enxergar além, porém ainda é o início do caminho para o Entendimento. E, entendo que por muito tempo, o arrebanhamento foi necessário, como um passo para a evolução da humanidade ainda em atividade animalesca.

Os tantos deuses iluminados, foram por sua vez, humanos, os quais atingiram esse grau de entendimento e exercem sua influência sobre nós, para que também cheguemos nesse patamar.

Iluminar é jogar luz, mas luz sobre o quê? Sobre as nossas sombras. Será que podemos concluir então, que aqueles considerados iluminados, conseguiram obter o autodomínio sobre suas próprias sombras, seus próprios demônios?

Será que quando se chega a esse estado, você realmente precisa de dogmas para reafirmar suas crenças ou simplesmente você É?


Os livros sagrados só vieram trazer mensagens adequadas a cada estágio de consciência de cada civilização e tempo. Mas o que será que está por trás de todas essas mensagens, se as lermos a partir da orientação de nosso Eu Superior?

A fonte é única, a fonte é a mesma, nós que a deturpamos quando bebemos dela, cada qual organismo digerindo de forma diferente, em graus evolutivos diferentes, levando o ensinamento que aprenderam, não necessariamente a verdade (a qual existe, mas ninguém a conhece por inteiro, sem interiorizar).

É inclusive de sua responsabilidade, a maculação do banquete sagrado que leva para dentro do seu corpo. De onde você opta por buscar essa nutrição? Você tem ouvido a sua alma impessoal, a qual é destituída de ego?


Se você mesmo é Deus de si, de quem é a necessidade de ainda se reafirmar e impor crenças aos outros através de uma Religião, cujo sentido da palavra é o "re-ligare", ou seja, ligar-se a si mesmo, fortalecer o vínculo consigo. Se você É, você está conectado, e, não necessita de algo que te ligue a si próprio, tampouco impor ao outro essa conexão. A não ser que esteja buscando por um estado de calcificação, onde nada muda, onde tudo está permanente, ignorando o ritmo da vida.

Da mesma forma temos um conceito tão amplamente abordado, que é o da Espiritualidade, que se olharmos a etimologia da palavra, está ligado ao termo "spiritus", ou seja, aquilo que está "cheio de espírito". Aqui em interpretação livre, coloco como cheio de vitalidade, o que está inspirado, tudo aquilo que está animado (com vida).

Eu também pergunto, porque separar esses dois conceitos? Qual a necessidade de ainda haver a divisão?


Está tudo bem se declarar como quiser e buscar pelos dogmas que reforçam suas crenças, as quais te fazem estabelecer um vínculo mais íntimo consigo. Não é um julgamento por escolher ou não seguir uma doutrinação, é o quanto isso te limita a ir além e sobre o quanto você se encontra mais próximo ou mais perdido de si. E o primeiro passo para esse reencontro pode ser que venha dessa validação externa.

Hoje em dia, quantas pessoas que você conhece que são extremamente religiosas (em união com o Todo), sem precisar decretar nenhum credo? Pessoas estas, cada vez mais cientes da unificação, onde não precisa se estabelecer qualquer forma de neologismo para justificar a fidelidade a si mesmo (seu próprio Deus).


Fica então a reflexão: O quanto você está vivendo essa existência? Você é autor dos seus sonhos ou está delegando eles? De que forma está fazendo suas conexões no dia a dia, estando em lugar de presença?

Aonde quer que vá, que ali você esteja.


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